Saudades, do quê?
As palavras estão tentando decifrar a emoção que me tomou por completo esta manhã.
Uma sensação de completude e vazio que se misturam no desejo de encontrar aquilo que não está perdido e estar de volta em algum lugar onde nunca estive.
Qualquer tentativa de compreensão é vã, incompleta, frágil e insuficiente.
A emoção que me abraça é tão grande, potente e forte que nem consigo me movimentar.
Entreguei-me a ela.
Canto,
Choro,
Observo,
Escrevo e desejo.
Mas o que desejo?
O que realmente preciso?
Perguntei às cartas e elas disseram que eu devo fazer um simples movimento de ir.
Mas nem elas sabem onde é este lugar.
Talvez não seja um lugar externo, talvez não seja um ponto de chegada.
Caminhos internos são mais difíceis de encontrar e percorrer do que aquela rua ali virando a esquida do meu bairro.
O objetivo talvez não seja chegar, mas simplesmente ir.
As palavras talvez tenham decifrado algo desta emoção que me tomou pela manhã.
Eu sei que sou completo e também sei que tenho espaços.
A tentativa de compreender pode ter sido válida.
E essa emoção continua a me abraçar.
E eu me entrego,
Rendo,
Fico,
Espero,
E acho que irei.

Como sempre, um poeta disperto dentro dessa bolha de sentimentos chamada "Vida".
ResponderExcluirObrigado, querida. Um poeta identifica o outro.
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