Não é sobre reposta, é sobre paz

 


Eu não te escrevo esperando retorno. Escrevo pra devolver a você o que te pertence, e recolher o que é meu.

Por um tempo, eu alimentei a ideia de que entre nós havia algo especial. Talvez tenha existido, sim. Mas o que me faz escrever agora não é a saudade do que foi, e sim o cansaço de carregar sozinho o peso do que não se concretizou.

Quando você reapareceu, confesso: meu coração se abriu. Não por ingenuidade, mas porque eu sou alguém que acredita no afeto, na conversa, no recomeço consciente.

Esperei que você dissesse algo. Qualquer coisa. Um “não sei o que dizer” já teria sido mais digno que o silêncio. Mas você escolheu sumir de novo. E isso me disse tudo.

Não te culpo por não saber lidar. Mas também não aceito mais carregar a frustração de quem se cala.

Então, hoje, eu escolho seguir.

Não por raiva, não por orgulho. Mas porque eu me mereço inteiro.

Você teve a chance de entrar com verdade. E escolheu a fuga. Eu, agora, escolho a paz.

Guardo as partes boas, mas deixo contigo o que é seu: a dúvida, a ausência, a falta de coragem.

Que a vida te ensine o valor da presença, se esse for o seu caminho.

E que a mim, ela traga alguém que fique.

Sem jogos.
Sem sumiços.
Sem me deixar em silêncio depois de abrir espaço.

Hoje eu volto pra mim. E é mais do que suficiente.

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