A emoção que prendia
Hoje, eu não falo com um nome. Falo com o que você representa. Você não é uma pessoa, é um espelho das minhas feridas abertas. Você é o eco de todas as vezes que me silenciei esperando reciprocidade. Você é o corpo de ausência que vesti achando que era presença. Você é o reflexo da parte de mim que acreditou que bastava amar para ser amado de volta. Mas, basta! Hoje eu me coloco diante dessa emoção com coragem. Olho você nos olhos, emoção que fere, que confunde, que prende. E te reconheço: Você nasceu de carências antigas, Da ânsia de ser escolhido, Do medo de ser esquecido. Você se alimentou da minha esperança, das minhas idealizações, dos meus silêncios cúmplices. E por muito tempo, eu te deixei morar em mim. Achei que, talvez, se eu te desse abrigo, você se transformaria em algo bom. Mas não. Você cresceu feito sombra. Me roubou a paz, o sono, o foco. Fez da ausência um veneno lento. Me fez achar que minha voz só valia se ecoasse em respos...